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Mielotomografia de Decúbito Lateral

A mielotomografia de decúbito lateral é uma técnica descrita nos anos de 2019 e 2020, envolvendo a rápida aquisição de imagens para um diagnóstico preciso. Veja abaixo os detalhes.

A mielotomografia (mieloTC) de decúbito lateral envolve os mesmos passos iniciais descritos para a mieloTC convencional, isso é, a punção lombar guiada por imagem e a injeção do meio de contraste intratecal (no espaço liquórico). Veja abaixo o diferencial desta técnica:

Qual o diferencial desta técnica?

Concentração do contraste

A principal vantagem desta técnica em relação à mielotomografia convencional é a aquisição da imagem na mesma posição da injeção do contraste (decúbito lateral). Isso garante que a imagem será realizada sem a diluição do contraste no espaço liquórico, de forma que o contraste permaneça depositado na face lateral do saco dural. A grande concentração do contraste nessa região sensibiliza a detecção de pequenas fístulas liquor-venosas/venoliquóricas.

O que é feito de diferente?

Para garantir a concentração do contraste no local ideal, alguns fatores são necessários:

1. Posicionamento

O posicionamento adequado é essencial para o sucesso dessa técnica.

É frequentemente considerada pelos(as) pacientes a parte mais chata do estudo, pois exige o decúbito de lado, com o peito e a cabeça mais baixos que a lombar e o quadril. Contamos com coxins para garantir o maior conforto possível do(a) paciente antes do início da punção.

Veja o posicionamento ideal para a mielotomografia de decúbito lateral

Posicionamento da mielotomografia de decúbito lateral.
2. Aquisição de imagem precoce

A imagem é adquirida logo após a injeção de contraste. Isso permite a visualização do contraste conforme ele escorre no sentido cranial do saco dural, ainda depositado no lado escolhido para a investigação.

Mielografia de decúbito lateral
3. Múltiplas aquisições

Para garantir que todos os níveis tenham sido adequadamente estudados com o contraste bem sedimentado, novas aquisições de imagens podem ser feitas com pequenas variações na posição. Além disso, caso nenhuma fístula seja encontrada do primeiro lado estudado, costuma ser necessário realizar a imagem virando para o lado contralateral. Por vezes, pode ser necessária uma nova punção e injeção de contraste.

Veja como é possível identificar uma pequena fístula do liquor para uma veia.

CVF.jpg

Embora o posicionamento e a rápida aquisição sejam semelhantes em relação à técnica da mielotomografia dinâmica ultrarrápida, o racional desta técnica é bem diferente. Sua função visa à detecção de fístulas liquor-venosas/venoliquóricas, em vez da detecção de extravasamentos epidurais. Além disso, nesta técnica, o posicionamento inicial é sempre em decúbito lateral e a imagem inicial, embora precoce, não precisa ser durante a injeção do contraste, podendo-se passar alguns segundos em relação a ela.

Para que serve?

A função da mielotomograifa de decúbito lateral é a de identificar a fístula liquor-venosa (também chamada de fístula venoliquórica ou fístula liquórica-venosa [CSF-venous fistula]). Habitualmente indicamos esta técnica em pacientes com suspeita de hipotensão intracraniana espontânea que não possuem coleções epidurais na ressonância magnética de coluna, ou seja, que não têm indício de extravasamentos de alto débito.

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